sábado, 8 de agosto de 2020

Oposição do MA quer ressarcimento de R$ 493 mil da compra de respiradores

César Pires, Professor Wellington e Adriano Sarney

Deputados membros da oposição ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), prometem recorrer à Justiça e aos órgãos de controle para que o Estado seja ressarcido do prejuízo de R$ 493 mil oriundo de uma malfadada tentativa de compra de respiradores pulmonares – para atendimento a pacientes da Covid-19 – da Alemanha.

O negócio foi intermediado pelo Consórcio Nordeste, do qual o Maranhão faz parte, em meio à pandemia. E o calote foi confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) durante a semana, em manifestação encaminhada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) afirmou a O Estado que está preparando ações contra o Estado, para garantir o ressarcimento integral do valor aos cofres públicos.

“Estamos há meses denunciando esse caso. Já tínhamos informações de que outros estados também haviam tomado calote na devolução do recurso pago e, agora, o Governo do Maranhão confirma que também pagou, não recebeu os respiradores, e ainda foi ressarcido em valores menores que o repassado ao Consórcio Nordeste”, destacou.

“Alguém precisa pagar por esse prejuízo. E esse alguém não é o povo do Maranhão”, completou.

César Pires, do PV, criticou a condução da gestão comunista no caso. “Não sei se é amadorismo ou má-fé, mas o fato é que estamos diante de um claro caso improbidade, de malversação de recurso público. E isso deve ser avaliado e os gestores à frente desse negócio devidamente responsabilizados”, comentou.

Para Adriano Sarney (PV), a cobrança inicial deve ser feita ao Consórcio Nordeste, que é quem deve devolver o valor integral ao Maranhão. Na opinião do parlamentar do PV, os R$ 493 mil podem ser usados para a compra de novos EPIs a serem doados aos municípios.

“O Consórcio Nordeste deve pagar pelo prejuízo e mostrar que não é apenas uma aglomeração de governadores da extrema esquerda fazendo politicagem. Esse recurso pode ser usado na doação de EPIs para as prefeituras”, sugeriu.

 (Com informações de O Estado do Maranhão). 


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