quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Repercute a nível nacional prisão do professor Jacobe Almeida acusado de estelionato

Polícia Civil do Amazonas, em ação conjunta com Paraná e Maranhão, cumpre mandado de prisão por estelionato

Jacobe Almeida, preso acusado de estelionato Foto: Internet

Manaus/AM
– A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da equipe de investigação da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd) e com o apoio das polícias civis dos estados do Paraná e Maranhão, cumpriu, nesta quinta-feira (06/07), por volta das 10h, mandados de prisão. A ação resultou nas prisões de Jacobe Almeida Barbosa, 39, e Katarina Souza Corrêa, 39, pelo crime de estelionato. Márcio Fabrício da Silva, 46, terceiro procurado, segue foragido.

De acordo com o delegado Aldeney Goes, titular da Derfd, os três ofertavam cursos de mestrado e doutorado, sem validade perante o Ministério da Educação (MEC), a pessoas no Amazonas e em outros estados. Jacobe e Katarina representavam o Instituto Qualifique e Consultoria (ICQ), enquanto Márcio seria representante da instituição no Amazonas.

Ainda conforme o delegado, o lançamento dos cursos ocorreu em 2014, e a comercialização levava as vítimas a adquirem vagas que custaram, ao longo dos anos, mais de R$ 24 mil por aluno. Somente em 2019, no final dos cursos, que as vítimas suspeitaram que os mesmos não eram válidos.

Delegado Aldeney Goes  Foto: Alailson Santos 

Investigações
– A autoridade policial afirmou, também, que a investigação teve início após várias vítimas terem procurado a Especializada, desde fevereiro deste ano, para registrar Boletim de Ocorrência (BO). Os cursos eram apresentados como de pós-graduação Stricto Sensu, ou seja, mestrado e doutorado. Porém, os mesmos seriam de pós-graduação Lato Sensu, especializações ou sem valor acadêmico, de acordo com nota técnica do Ministério da Educação (MEC).

“Várias irregularidades foram notadas durante a investigação. Fornecimento de material com indicação errônea aos alunos, informações contraditórias por parte das instituições investigadas, não localização dos investigados, entre outros, o que nos levou a crer que os organizadores obtiveram para si vantagem ilícita”, comentou Goes.

O delegado disse, também, que há informações de que Jacobe e Katarina mantiveram outras instituições com o mesmo propósito em outros estados. Os casos estão sendo investigados por policiais civis das respectivas localidades.

Prisões – A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), por meio do Grupo de Pronto Emprego (GPE) da 18ª Delegacia Regional de Polícia Civil e do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Timon, interior daquele estado, foi responsável pela localização, prisão e oitiva de Jacobe.

A Polícia Civil do Paraná (PC-PR), por meio da Delegacia de Estelionatos e Desvio de Cargas (DEDC), foi responsável pela localização, prisão e oitiva de Katarina. Ambas a prisões são em cumprimento à carta precatória expedida pela Derfd do Amazonas.

Foragido – O alvo da Derfd, em Manaus, Márcio Fabrício da Silva, que representa a dupla no estado, não foi localizado em seus possíveis endereços. Sendo assim, ele passa a ser considerado foragido, podendo ser preso a qualquer momento em cumprimento ao mandado de prisão expedido pelo juiz Rafael de Rocha Lima, da Central de Inquéritos do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), no dia 16 de julho deste ano.

Procedimentos – Jacobe e Katarina estão presos em delegacias do Maranhão e Paraná, respectivamente, à disposição da Justiça. Já Márcio continua sendo procurado pela equipe Derfd.

(Com informações do portal Diversidade Amazônica)

2 comentários:

  1. Parabéns! Fizeram um ótimo trabalho! Jacobe Almeida Barbosa e toda sua equipe são pessoas muito perigosas. Não podem sair por aí, negando pessoas inocentes!!

    Que a justiça seja feita!!

    A prisão é o mínimo para eles!!

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  2. Conheço Jacob Almeida, uma pessoa de boas condutas acho estranho o fato ocorrido

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