quarta-feira, 24 de junho de 2020

Empresários de Teresina são presos suspeitos de revender arroz, óleo e feijão roubados no Maranhão

Carga, segundo a polícia, é avaliada em R$ 280 mil. Os estabelecimentos são dois mercados e uma distribuidora de produtos localizados na Zona Norte e Leste da capital. Eles foram autuados por receptação qualificada.

Por Andrê Nascimento, G1 PI
                                               

Três empresários foram presos suspeitos de comercializar produtos roubados em Teresina — Foto: Greco/Polícia Civil

Quatro empresários donos de mercados da Zona Norte e Leste de Teresina foram presos suspeitos por comprar produtos oriundos de cargas roubadas. Os estabelecimentos são dois mercados e uma distribuidora de produtos localizados nos bairros Santa Sofia, Mocambinho e Santa Maria da Codipi.

Os produtos roubados teriam sido comprados pelos empresários e colocados à venda nos mercados. Os produtos são gêneros alimentícios: arroz, feijão e óleo de cozinha, que teriam sido roubados ainda durante a semana passada nas cidades de Jenipapo dos Vieiras e Grajaú, ambas no estado do Maranhão, a 434 km de Teresina.


Três empresários foram presos suspeitos de comercializar produtos roubados em Teresina — Foto: Greco/Polícia Civil

Segundo o delegado Geral da Polícia Civil do Piauí, Lucy Keyko, quase a totalidade da carga roubada foi encontrada nos três estabelecimentos. A carga foi avaliada em cerca de R$ 280 mil.

As vítimas compareceram ao Greco para reaver a carga apreendida. "Eles roubam a carga em um estado e vendem em outro estado, para dificultar o trabalho da polícia", comentou o delegado.


Cargas roubadas de arroz, óleo e feijão foram apreendidas pela Polícia Civil em Teresina — Foto: Polícia Civil/Greco

De acordo com o delegado Thales Gomes, coordenador do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), a operação busca cumprir cinco mandados de busca e apreensão na capital. A investigação foi realizada em parceria com a Polícia Civil do Maranhão.

Os três empresários foram autuados pelo crime de receptação qualificada. Ainda segundo o delegado, a investigação deve continuar.

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