Piauí está entre os 10 estados que mais ampliaram presença feminina no secretariado

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Quase 1/3 dos cargos do primeiro escalão do Governo é ocupado por mulheres

Governador Rafael Fonteles Foto: CCom

O Piauí atingiu um marco importante no avanço da presença de mulheres em cargos de liderança no Governo do Estado. Com o novo secretariado nomeado pelo governador do Piauí, Rafael Fonteles, o Estado atualmente é o 8° estado no ranking de participação feminina em pastas governamentais, de acordo com levantamento do Jornal O Globo, que destacou apenas os integrantes considerados de primeiro escalão.

Dentre os 10 estados com maior participação das mulheres estão: Alagoas, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Amapá, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Piauí, Sergipe e Bahia.

“Estou muito feliz de saber que o Piauí está entre os 10 estados da federação com maior participação feminina na composição do secretariado. Na verdade, fica evidente neste ranking que quase todos os estados nordestinos estão entre os primeiros com maior participação. Aqui no Piauí, 1/3, praticamente, dos cargos de primeiro escalão serão comandados por mulheres. Nosso sonho é alcançar a paridade de gênero e já demos um passo importante, assim como o presidente Lula também fez na esfera Federal. E estamos, cada vez mais, contando com a competência, a dedicação e o zelo das mulheres comandando pastas importantes que repercutem na vida da população”, afirmou o governador do Piauí, Rafael Fonteles.

No Piauí estão à frente das pastas de primeiro escalão: Regina Sousa na Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (Sasc); Rejane Tavares na Secretaria de Estado da Agricultura Familiar; Tatiana Carneiro na Secretaria de Estado do Agronegócio e Empreendedorismo Rural; Maria Vilani da Silva na Secretaria de Estado das Cidades; Norma Suely na Secretaria de Estado da Defesa Civil; Luana Barradas no Departamento Estadual de Trânsito do Piauí (Detran-PI); Josiene Marques na Fundação de Esportes do Piauí (Fundespi); Roselyne Barros na Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra); Zenaide Lustosa na Secretaria de Estado das Mulheres; e Maria do Amparo Esmério Silva na Controladoria-Geral do Estado.

Janaínna Marques  vai ser a nova secretária de Estado do Desenvolvimento Econômico a partir de fevereiro. Momentaneamente, está a frente do cargo Ediberto Aguiar Marques Filho.

Além delas, há ainda mulheres à frente da Agência de Defesa Agropecuária, Alexandra Sores; Coordenadoria de Enfrentamento às Drogas, Mayrla Kelly de Sousa Silva; Instituto da Assistência à Saúde dos Servidores Públicos, Daniele Aita; Instituto de Metrologia do Estado do Piauí (Imepi), Patrícia Leal; na Junta na Comercial do Estado do Piauí (Jucepi), Alzenir Porto; e na Superintendência de Igualdade Racial e Povos Originários, Maria Assunção Sousa Aguiar.

“É importante frisar que o levantamento do O Globo foi feito antes do anúncio de todos os gestores dos órgãos do primeiro escalão. E, no momento, a nossa gestão já conta com mais do que as oito mulheres apontadas pelo levantamento”, esclarece o governador do Piauí, Rafael Fonteles.

Outro avanço no Estado foi a mudança da Coordenadoria das Mulheres para Secretaria do Estado das Mulheres, pasta voltada para promoção de políticas públicas às mulheres. Ademais, dentre as ações da Secretaria das Mulheres, o Governo do Piauí desenvolve o Programa Pró-Equidade de Gênero, Raça e Diversidade voltado inicialmente para a gestão pública, na qual é trabalhada a equidade de gênero, raça e da diversidade na área da gestão de pessoas e na cultura organizacional. “Vamos entrar em 2023, na terceira edição, e agora saindo da esfera do público para incentivar as instituições privadas a também trabalharem as questões das mulheres dentro da sua organização”, ressalta a secretária de Estado das Mulheres, Zenaide Lustosa.

Na sua formulação, o Programa Pró-Equidade de Gênero, Raça e Diversidade tem como objetivo difundir novas concepções na gestão organizacional, combatendo as discriminação e desigualdade praticadas no ambiente de trabalho, buscando promover a equidade de gênero, raça e diversidade no que diz respeito às relações formais de trabalho e à ocupação de cargos de direção. Ele é dirigido às instituições públicas estaduais que aderirem voluntariamente ao Programa e consiste na reformulação das práticas na gestão de pessoas e na cultura organizacional.

A ampliação da presença de mulheres à frente de secretarias vem seguindo uma tendência do atual Governo Federal, que terá 11 mulheres à frente de seus ministérios, além de outras minorias, como povos originários, negros e pessoas LGBTQIA+. De acordo com o levantamento, em 15 unidades federativas houve o aumento de mulheres assumindo pastas, 36% a mais que em governos anteriores.

“A presença equitativa das mulheres nos espaços de poder representa um avanço na sociedade porque somos 52% da população brasileira. Então, quando se avança na presença das mulheres nas áreas das políticas públicas, nos espaços de poder, há uma representação do que é a sociedade, do que constitui a sociedade. Mas é importante colocar que as mulheres que estão nestes espaços devem trabalhar na construção de políticas que possam fortalecer espaços para outras mulheres, para, de fato, termos uma paridade de gênero em todas as esferas”, reforçou Zenaide Lustosa. (CCom)


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